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A mostrar mensagens de novembro, 2016

Alimentação Saudável - Colesterol

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C ada vez mais é preciso estar informados sobre a origem dos produtos que comemos .      Nós somos aquilo que comemos (já dizia Hipócrates, o pai da medicina) e eu sou uma das provas disso, pois foi só com a alimentação, que consegui acabar com o colesterol elevado, bem como os triglicerídeos!     Deixei alimentos, aos quais descobri que sou intolerante: pão de trigo, bolos com farinhas de trigo e com glúten, açúcar refinado, laticínios e tudo o que seja muito processado, com conservantes e agentes levedantes químicos.     Adotei uma alimentação rica em nutrientes frescos e saudáveis, de preferência da época e da nossa região ou país.     Passei a beber água alcalina ( a de Monchique) e acabou-se o refluxo.     Mas o segredo maior foi fazer uma rotina diária que consiste em:   "Quando me levanto, em jejum, bebo um copo de água morna com o sumo de meio limão (sem adoçante ou açúcares) pois isso é como ...

Quem me dera

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Quem me dera ter asas para voar E o perfume puro da flor Quem me dera ser anjo para cantar E o regato que leva amor Quem me dera ser lareira E aquecer quem tem frio Quem me dera ser amendoeira Que de branco se cobriu Quem me dera ser foguetão Para mais depressa a ti chegar Quem me dera ser compaixão E os mais fracos amparar Quem me dera ser eu a paz E poder pôr fim à guerra Quem me dera, por fim, ser eu capaz De trazer alegria e amor à Terra! Madalena Valente (12 anos) Faro,1967

Poema Vertical

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No buraco da ocultação Tu direito Sozinho sofres Sentindo o peso Da recusa Na miséria Salão de fome Escondido rastejas Na torrente da fraqueza Apenas ganhas luta No frio e na chuva Ganhas desgraça e sofrimento dobrado Na guerra De jovem Morres abafado Pelas mãos gretadas do silêncio E no vazio Tu pensamento Vacilas de medo Pára e diz não Está na hora de gritar É preciso cantar Libertar o direito Das grilhetas do nada Que se faz monstro Pois que eu Poeta da razão Por ti canto o direito da carne Sim, eu canto o que me mandam calar E calo o que me mandam cantar Portanto tu direito Canta também O direito que te não dão E verás que no futuro A terra terá mais Pão! Madalena Valente (14 anos de idade) 1969

Paredes Negras

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Negras como carvão Escuras como a tristeza. Paredes esfoladas, Quantos abrigais por detrás Da vossa imensidão negra? Quantos tiritando ainda vos querem bem? Paredes negras, Vós que escondeis os pobres E lhes sujais o nome, Com essa vossa negridão Que mais parece fumo De chaminés de nobres. Paredes negras, Quantas mães tiveram filhos, Quantos velhos gemeram dentro de vós? Paredes negras, negras de escuridão Negras de vácuo e sem pão. Paredes negras, em vós só há angústia Só há revolta, só há tristeza Feita da indiferença dos grandes!                                                               Madalena Valente (13 anos de idade) Faro,19...

O Beijo e o Sorriso

O Beijo e o Sorriso Pedi-te um beijo Deste-me um sorriso Um sorriso que foi um beijo. E eu gostei mais do sorriso Do que gostaria de um beijo. Eu julgava que era mais fácil sorrir Do que beijar. Enganava-me… O beijo dá-se de olhos fechados, E para sorrir tem que se olhar Madalena Valente 1990

Minha Irmã

Na lentidão do tempo recordo Tento escrever Quero pensar Por um instante quero crer Crer minha irmã, que realmente existo E posso correr livre no prado Sem que deixes de chamar meu nome Quero crer minha irmã Que tudo vive como dantes E que há gestos, sorrisos ao meu lado Quero crer minha irmã Meu vento cativo no tempo Minha amiga separada, mas mais unida Meu cardo, espinho de dor Quero crer Que já não há dor esfaqueando o seio Nem gritos no meu riso Que ninguém conhece! Quero crer Que ainda existe algo oculto que me prende Algo mais que esta tristeza Que me apunhala E este meu choro disfarçado em sorrisos Ainda que esse algo sejas tu Minha irmã Quero crer, sem poder crer Que não perdi a razão de sonhar Para baixinho rezar uma oração E sorrindo te chamar sempre Minha irmã! Madalena Valente 1974

De Mãos Dadas Contigo

Um dia, no infinito do tempo, se eu pudesse  gostava de ir passear contigo, talvez quem sabe,  ao reino da fantasia, onde grandes e pequenos, novos e velhos se transformam em iguais! Iguais em beleza, em generosidade, em simpatia e amor! Sim porque essas são as qualidades que mais depressa nos lembramos e também as que mais depressa deixamos fugir! Porquê a razão deste meu desejo? Porque me sinto feia? Porque me sinto antipática? Porque me tornei velha e rabugenta, para com aqueles que me rodeiam? Ou talvez apenas, porque me tornei azeda e vazia de amor?  Não, Não é nada disso!   O tempo passou e eu, não sei bem porquê continuo igual a mim mesma, aquela que vejo por dentro, desde o dia em que nasci e abri os olhos para o Mundo.  Bonita, sim continuo bonita, mas naquele sentido em que nos perdemos num sorriso quente, num afago de palavras soltas, caídas num regaço de mãe onde, com a minha varinha de condão, eu  pararia o tempo  para ...

BOLO CHIFFON DE CHOCOLATE

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INGREDIENTES: 8 Ovos 1+3/4 (chávenas almoçadeiras) de Farinha de trigo (tipo 55 ou Branca de Neve) 1+3/4 (chávena almoçadeira) de Açúcar 1/2 (chávena almoçadeira) de óleo de milho ou girassol 1/2 (chávena almoçadeira) de cacau ou se preferir metade chocolate metade cacau 3/4 (chávena almoçadeira) 1 (colher de sopa) de fermento royal 1(colher de chá) de bicarbonato sódio    Desfaz-se o cacau na chávena de água quente e reserva-se. Separam-se as gemas das claras e batem-se as gemas com o açúcar até ficar um creme esbranquiçado. Junta-se aos poucos a farinha (previamente peneirada) com o fermento, e acrescenta-se o cacau já desfeito e morno e de seguida o óleo. No final envolve-se com cuidado as claras (com o bicarbonato de sódio) batidas em castelo, sem bater muito. Vai ao forno previamente aquecido a 170º (10 m antes) em forma grande e com chaminé (buraco no meio) untada de óleo, durante mais ou menos 40 a 45 minutos. RECHEIO: 4 (colheres de s...

A Cozinha - Fonte de Inspiração e Partilha

    Neste espaço vou registar as minhas melhores receitas. Receitas que experimentei ao longo dos anos e que herdei de familiares, de amigos próximos e ainda de livros antigos que desde nova comecei a colecionar.     Esta será a história dos sabores, dos aromas, de rituais feitos de pequeno gestos executados nas cozinhas onde dei os primeiros passos, onde provei os primeiros rebuçados feitos, com mestria, pelas mãos vermelhas e quentes da minha avó Francisca Pestana (mãe de meu pai), mãos rápidas a enrolar caramelo a escaldar, numa enorme mesa de mármore.    Foi ela também que ensinou, à minha mãe, a fazer a massa folhada à antiga portuguesa, para confecionar os deliciosos Pastéis de Nata, receita de família que era guardada no segredo dos anjos...     Mas foi na cozinha da minha avó materna, Maria do Carmo Correia, que aprendi a amassar pão e a fazer Tiborna (pão quente com azeite e alho) que me deixava lambuzada de prazer.  ...

Guerra

Terra queimada Sangue derramado Ódio gerado Racismo mortífero Tudo é destruição Tudo é guerra Fome, fome, fome… Sim, fome! Sim, morte! Porquê? Porquê? Guerra… guerra Para os “grandes”? Ah!... Isso não. Os pobres que lutem Que morram, que sofram! Na guerra, na guerra, Tens de matar, tens de matar! Nada mais, é isso que querem! Amor? Amor não existe Fugiu, fugiu Agora, só a guerra! E para quê? Guerra, guerra, guerra… Maria Madalena Pestana (11 anos de idade) Faro, 1966

Quando comecei a escrever Poesia

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   Comecei hoje a publicar as minhas primeiras poesias, escritas numa época de guerra (a guerra colonial), de conflito de gerações, onde na América ecoava o lema "Make Love Not War"e em Portugal Zeca Afonso cantava (em círculos fechados) "Os Vampiros".  Eu ouvia os discursos inflamados do meu irmão, nos seus dezanove anos de idade, cheios de vontade de mudança, cheios de fé num amanhã sem guerra, sem racismo, sem medo da Pide, sem Censura.  Enfim os ideais que germinavam, nas faculdades e antecipavam o 25 de Abril.

Pensamento

Se há algo que eu não compreendo És “tu”, essa tua maneira de ser! Se há algo que eu defendo És “tu”, que não quero ver sofrer! Se há algo para gritar, esse algo é Liberdade! Se há algo para lutar, esse algo é a Verdade! Se há algo que é rude, esse algo é a Juventude! Se há algo que é Esperança, esse algo não é a Vingança, é sim um sorriso de CRIANÇA! Maria Madalena Correia Pestana   ​ ( 12 anos de idade ) Faro, 29 de Maio de 1967

Uma Lição de Etiqueta e Elegância

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   A propósito de Etiqueta e de Elegância apeteceu-me, hoje, recordar uma história, que aconteceu na nossa família e, que minha mãe utilizou várias vezes para educar os seus filhos e netos, pois segundo ela:  - "A elegância e a finura de saber estar em sociedade e saber ser elegante, não está na ostentação de vestuário rico ou de etiqueta, nem tão pouco no dinheiro que se traz no bolso, ela está sim no nosso carácter e na fineza dos nossos pequenos gestos, para com o Próximo, seja ele quem for, o nosso respeito por todos é que torna o nosso  carácter elegante !        Aqui vai então a história que ficou para sempre, na nossa família e, que quero imortalizar aqui: " Certo dia uma senhora, da alta sociedade, convidou para jantar na sua casa, a sua família e amigos especiais, dentre eles uma senhora, que lhe fez companhia, quando esta esteve internada,num hospital público. Uma nova amiga, muito especial, pois estando também do...

Outono da minha vida

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   Respiro um ar puro, um ar que cheira a sol, acordado há pouco. Uma aragem fresca que agita as árvores adverte-me que afinal já não estamos no verão. No entanto prefiro assim. É como se algo em mim desabrochasse ao mesmo tempo que as flores, no jardim.     Agora lembrei-me que é precisamente na Primavera que tudo renasce e renova, como se por milagre tudo acordasse, bem disposto, ao mesmo tempo. Tudo parece mais leve, mais verde.    E as águas, ah! as águas a correr em sobressaltos, por entre as pedras do seu percurso, fazendo lembrar gargalhadas de crianças que, em seu ar descuidado, avançam mesmo que aos tropeções.     Neste momento também eu me sinto criança! É como se de repente o meu coração se estreitasse e por isso batesse mais depressa, num compasso alegre, cheio de sons novos, que nem mesmo eu sei onde os vou buscar. Sons vindos talvez de mundos distantes que habitei noutras vidas ou terá sido tudo um...