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A mostrar mensagens com a etiqueta Crónicas - Palavras ao correr do pensamento!

Ano Novo - 2017

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Ano novo vida nova! Esta frase é um cliché, mas quantos de nós não continuamos a repeti-la todos os fins de ano? É um manancial de promessas: -Vou deixar de fumar! - Vou começar a fazer dieta! - Este ano vou entrar nos eixos, deixar de beber, deixar de jogar! - Vou poupar dinheiro para fazer uma viagem, nas férias! - Vou simplesmente superar-me! - e podia continuar por aqui fora sem terminar este role de intenções feitas num momento de euforia, como se o fim do ano decretasse um novo amanhecer nas nossas vidas, como se tivesse o dom de ativar um botão mágico e com ele toda a nossa força de vontade fosse elevada a uma potência jamais alcançada até aí! E aí está ele o novo ano, com o mês de Janeiro taciturno, cauteloso, frio,  regido pelo Deus do tempo, Cronos, para os Gregos, ou  Saturno como lhe chamavam os Romanos. Um mês que nos incita mais à meditação e ao recolhimento do que  à ação propriamente dita! Começamos a trabalhar já sem aquela motivação própria, dos ...

FILHO ÉS PAI SERÁS!

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Há muitos anos atrás, numa terra distante, havia uma tribo que tinha por tradição abandonar os pais, quando  estes, após uma determinada idade, já não podiam trabalhar e contribuir para a comunidade, sendo apenas um estorvo para os  filhos. Carregavam-nos então para um lugar afastado da sua aldeia, cujo nome era “O Monte da Morte” onde os filhos deixavam os velhos pais, à sua sorte, até que estes morressem de fome, de frio ou devorados pelos animais selvagens. Numa certa família, havia então chegado a hora de ser aplicada essa tradição, pois o velho pai tinha acabado de completar oitenta anos, e as forças já há muito tinham abandonado o seu debilitado corpo, impedindo-o de trabalhar para ajudar os filhos. Coube então ao filho mais novo, um homem dos seus quarenta anos de idade, dar cumprimento a essa cruel tradição. Mal raiou o sol o homem, que também já era pai de um rapaz, de nove anos, levantou-se e correu a despertar o filho para este o ajud...

O Homem que quer afiar o machado

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Esta história que vos vou contar hoje tem a ver com a hipocrisia e as falsas palavras de amabilidade que certas pessoas usam para nos comprar a atenção e simpatia. Ela serve de lição aos mais novos e aos ingénuos incautos. É uma história muito antiga que me foi contada pelo meu avô materno, na sua sabedoria de homem vivido e viajado, que lutou na Primeira Guerra Mundial. Há muitos anos atrás, no tempo em que ainda não havia eletricidade e tudo era feito à mão, vivia numa aldeia um rapazinho, de pouca idade, cujo pai era amolador de facas e machados. Numa fria manhã de Inverno, estava ele sentado à soleira da sua porta e veio ter com ele um homem que segurava, nas mãos um reluzente machado, ainda por afiar. O homem em falas mansas perguntou ao rapaz: - Meu querido rapazinho, não terá, por acaso, o teu pai uma pedra ou roda de afiar?  - Tem sim, meu senhor - apressou-se o rapaz em responder. - Como tu és bonito e forte, deves ser o rapaz mais bonito aqui da aldeia! Mas ol...

De Mãos Dadas Contigo

Um dia, no infinito do tempo, se eu pudesse  gostava de ir passear contigo, talvez quem sabe,  ao reino da fantasia, onde grandes e pequenos, novos e velhos se transformam em iguais! Iguais em beleza, em generosidade, em simpatia e amor! Sim porque essas são as qualidades que mais depressa nos lembramos e também as que mais depressa deixamos fugir! Porquê a razão deste meu desejo? Porque me sinto feia? Porque me sinto antipática? Porque me tornei velha e rabugenta, para com aqueles que me rodeiam? Ou talvez apenas, porque me tornei azeda e vazia de amor?  Não, Não é nada disso!   O tempo passou e eu, não sei bem porquê continuo igual a mim mesma, aquela que vejo por dentro, desde o dia em que nasci e abri os olhos para o Mundo.  Bonita, sim continuo bonita, mas naquele sentido em que nos perdemos num sorriso quente, num afago de palavras soltas, caídas num regaço de mãe onde, com a minha varinha de condão, eu  pararia o tempo  para ...

Uma Lição de Etiqueta e Elegância

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   A propósito de Etiqueta e de Elegância apeteceu-me, hoje, recordar uma história, que aconteceu na nossa família e, que minha mãe utilizou várias vezes para educar os seus filhos e netos, pois segundo ela:  - "A elegância e a finura de saber estar em sociedade e saber ser elegante, não está na ostentação de vestuário rico ou de etiqueta, nem tão pouco no dinheiro que se traz no bolso, ela está sim no nosso carácter e na fineza dos nossos pequenos gestos, para com o Próximo, seja ele quem for, o nosso respeito por todos é que torna o nosso  carácter elegante !        Aqui vai então a história que ficou para sempre, na nossa família e, que quero imortalizar aqui: " Certo dia uma senhora, da alta sociedade, convidou para jantar na sua casa, a sua família e amigos especiais, dentre eles uma senhora, que lhe fez companhia, quando esta esteve internada,num hospital público. Uma nova amiga, muito especial, pois estando também do...

Outono da minha vida

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   Respiro um ar puro, um ar que cheira a sol, acordado há pouco. Uma aragem fresca que agita as árvores adverte-me que afinal já não estamos no verão. No entanto prefiro assim. É como se algo em mim desabrochasse ao mesmo tempo que as flores, no jardim.     Agora lembrei-me que é precisamente na Primavera que tudo renasce e renova, como se por milagre tudo acordasse, bem disposto, ao mesmo tempo. Tudo parece mais leve, mais verde.    E as águas, ah! as águas a correr em sobressaltos, por entre as pedras do seu percurso, fazendo lembrar gargalhadas de crianças que, em seu ar descuidado, avançam mesmo que aos tropeções.     Neste momento também eu me sinto criança! É como se de repente o meu coração se estreitasse e por isso batesse mais depressa, num compasso alegre, cheio de sons novos, que nem mesmo eu sei onde os vou buscar. Sons vindos talvez de mundos distantes que habitei noutras vidas ou terá sido tudo um...

Sobre Mim

A partir de hoje tornei-me uma Blogger! Uma nova mulher  pronta para partilhar as experiências de uma mulher madura. Irei contar algumas  histórias da minha vida, da minha profissão de professora, bem como dos meus percursos paralelos nas áreas: da Poesia, do Conto Tradicional (como contadora de histórias infantis), na Culinária, no estudo de Quirologia e outras áreas de esoterismo. Um novo desafio, para quem sofrendo de Fibromialgia e sendo já uma sexagenária, pouco treinada nas novas tecnologias informáticas, irá esforçar-se por, mesmo que devagarinho, tornar este cantinho um espaço de partilha de conhecimentos, que fui adquirindo ao longo dos tempos e  não quero que morram comigo. Bem vindos ao meu pequeno mundo!                                                    Madalena Valente