Poema à Natureza


Ó quanta beleza possuis
Natureza bela e pura
Desde os lagos de águas azuis
À pedra mais rara e dura

De manhã bem brilhante o sol surge
E com ele o murmúrio do abrir das flores
Perto daquele regato que agora ruge
Ao levar dos corações as dores

E nesta alvura matutina refletida
Os raios de sol no firmamento
São lágrimas de luz emitida
Que vai dissipar os sopros do vento

E as andorinhas em grande chilreada
Uma canção entoam, de acordes cristalinos
O seu sinal de alegria bem amada,
Que muitos de nós não emitimos...

                                                                                                            Madalena Valente
Faro, 1970  ( 15 anos de idade)


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