Amo-te
Olho a cortina do tempo
Envolto em neblina,
Onde o verde amadurece,
Nas bagas do teu olhar;
E eu desejo gritar,
Um grito vindo das minhas entranhas,
Que se espalha no ar e vibra nas estrelas,
Feito eco a cantar o meu amor às montanhas.
Olho o horizonte lá longe
E tu tão perto ao meu lado.
Perscruto o espaço onde se reflete o universo,
Policromado de sentimentos ternos,
Feito de abraços, no sorriso dos meus lábios.
Sinto o ar que respiras, como fonte quente
Que me embala e segura num deleite sem pressa;
Encosto a cabeça no teu ombro e sem medo
Digo, sussurro:
Amo-te!
Madalena Valente

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