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A mostrar mensagens de dezembro, 2016

Tronco de Natal Algarvio

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Hoje vou partilhar a melhor receita, para mim, de Tronco de Natal, que todos os anos a minha querida mãe fazia, para nos adoçar a boca. Ainda hoje o faço, para que as memórias familiares continuem vivas, nos nossos sentidos: o maravilhoso cheiro a chocolate; o gosto único da união perfeita dos sabores a chocolate negro, misturado com a amêndoa, ligada à chila e aos ovos moles e finalmente a visão de um verdadeiro tronco exibido com orgulho na mesa de Natal, em memória à minha mãe. Ingredientes Massa base: 1 chávena almoçadeira de ovos moles 2 chávenas almoçadeiras de amêndoa sem pele e moída 2 chávenas de doce de abóbora chila (pode ser frasco de compra) Cobertura: 250g de chocolate preto para culinária (pode ser Belleville) 1 colher de sopa de manteiga 2 colheres de sopa de açúcar fino 1 cálice de leite Confeção: Primeiro confecionam-se os:   Ovos Moles da seguinte maneira: Separam-se as gemas de seis ovos (guardam-se as claras para outro...

FILHO ÉS PAI SERÁS!

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Há muitos anos atrás, numa terra distante, havia uma tribo que tinha por tradição abandonar os pais, quando  estes, após uma determinada idade, já não podiam trabalhar e contribuir para a comunidade, sendo apenas um estorvo para os  filhos. Carregavam-nos então para um lugar afastado da sua aldeia, cujo nome era “O Monte da Morte” onde os filhos deixavam os velhos pais, à sua sorte, até que estes morressem de fome, de frio ou devorados pelos animais selvagens. Numa certa família, havia então chegado a hora de ser aplicada essa tradição, pois o velho pai tinha acabado de completar oitenta anos, e as forças já há muito tinham abandonado o seu debilitado corpo, impedindo-o de trabalhar para ajudar os filhos. Coube então ao filho mais novo, um homem dos seus quarenta anos de idade, dar cumprimento a essa cruel tradição. Mal raiou o sol o homem, que também já era pai de um rapaz, de nove anos, levantou-se e correu a despertar o filho para este o ajud...

Poema à Natureza

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Ó quanta beleza possuis Natureza bela e pura Desde os lagos de águas azuis À pedra mais rara e dura De manhã bem brilhante o sol surge E com ele o murmúrio do abrir das flores Perto daquele regato que agora ruge Ao levar dos corações as dores E nesta alvura matutina refletida Os raios de sol no firmamento São lágrimas de luz emitida Que vai dissipar os sopros do vento E as andorinhas em grande chilreada Uma canção entoam, de acordes cristalinos O seu sinal de alegria bem amada, Que muitos de nós não emitimos...                                                                                                             Madalena Valente Faro, 1970  ( 15 anos de idade) ...

Epanadilhas (Azevias) de Batata Doce

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Na minha família, o Natal era uma festa de cheiros quentes, de fritos, canela, laranjas, perú e de tantos outros de iguarias, que a minha mãe só fazia  naquela quadra. Risos e canções de Natal enchiam a casa de meus pais, numa alegria contagiante a todos os membros da família, que  aí se reuniam, para festejar juntos a Ceia e o Almoço de Natal. Uma das cenas típicas, que jamais esquecerei, era a de todos ajudarmos a sovar a massa, das empanadilhas, para que estas ficassem tenras, assim dizia a minha mãe! Vingava-mo-nos a bater na massa, como se esta fosse nossa inimiga, rival ou até sogra, na opinião do meu cunhado Carlos, em tom brincalhão. Por isso recordando esse tempo, vou começar a preparar o Natal convosco, passando-vos estas receitas, que foram partilhadas de geração em geração na minha família, fazendo sempre parte do nosso menu Natalício. A primeira de todas só podia ser então as célebres Empanadilhas de Batata Doce. INGREDIENTES: 1/2 Kg de Farinha de Trigo...

O Homem que quer afiar o machado

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Esta história que vos vou contar hoje tem a ver com a hipocrisia e as falsas palavras de amabilidade que certas pessoas usam para nos comprar a atenção e simpatia. Ela serve de lição aos mais novos e aos ingénuos incautos. É uma história muito antiga que me foi contada pelo meu avô materno, na sua sabedoria de homem vivido e viajado, que lutou na Primeira Guerra Mundial. Há muitos anos atrás, no tempo em que ainda não havia eletricidade e tudo era feito à mão, vivia numa aldeia um rapazinho, de pouca idade, cujo pai era amolador de facas e machados. Numa fria manhã de Inverno, estava ele sentado à soleira da sua porta e veio ter com ele um homem que segurava, nas mãos um reluzente machado, ainda por afiar. O homem em falas mansas perguntou ao rapaz: - Meu querido rapazinho, não terá, por acaso, o teu pai uma pedra ou roda de afiar?  - Tem sim, meu senhor - apressou-se o rapaz em responder. - Como tu és bonito e forte, deves ser o rapaz mais bonito aqui da aldeia! Mas ol...

Amo-te

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Olho a cortina do tempo Envolto em neblina, Onde o verde amadurece,  Nas bagas do teu olhar; E eu desejo gritar, Um grito vindo das minhas entranhas, Que se espalha no ar e vibra nas estrelas, Feito eco a cantar o meu amor às montanhas. Olho o horizonte lá longe E tu tão perto ao meu lado. Perscruto o espaço onde se reflete o universo,  Policromado de sentimentos ternos, Feito de abraços, no sorriso dos  meus lábios. Sinto o ar que respiras, como fonte quente Que me embala e segura num deleite sem pressa; Encosto a cabeça no teu ombro e sem medo Digo, sussurro: Amo-te! Madalena Valente